O que 7 anos de acidentes nas rodovias federais nos contam
Análise de 491.268 registros entre 2019 e 2026, com taxa global de fatalidade de 7.11%.
1. A rodovia que mais mata
Concentrando os hotspots de letalidade do dataset, uma BR se destaca: BR-116 acumula 4.148 mortes registradas em 88.799 acidentes analisados, atravessando principalmente MG, SP, BA. Taxa de fatalidade do trecho: 4.7% — 0.7x a média nacional.
- 01
BR-116
MG · SP · BA · 132 hotspots
Mortes
4.148
Total
88.799
Taxa
4.7%
- 02
BR-101
BA · ES · RJ · 172 hotspots
Mortes
3.321
Total
81.085
Taxa
4.1%
- 03
BR-381
MG · SP · 52 hotspots
Mortes
970
Total
19.002
Taxa
5.1%
- 04
BR-040
MG · GO · RJ · 41 hotspots
Mortes
792
Total
15.410
Taxa
5.1%
- 05
BR-277
PR · 40 hotspots
Mortes
576
Total
8.493
Taxa
6.8%
2. As causas que mais matam
Não são as causas mais frequentes que dominam os acidentes fatais. Transitar na contramão e velocidade incompatível aparecem no topo, mostrando que comportamento de risco do condutor pesa mais que condições externas.
3. Sete anos de evolução
O total de acidentes diminuiu na pandemia e voltou a subir depois — mas a taxa de fatalidade mostra outro lado: ela não acompanha o volume. Acidentes ficaram, em proporção, mais graves nos últimos anos.
4. Madrugada e noite são quase o dobro mais letais
Apesar do volume menor, acidentes na madrugada têm taxa de fatalidade 2x maior que de manhã. Sono, álcool e visibilidade reduzida combinam num cenário desproporcional.
5. Clima ruim mata menos do que parece
Contraintuitivo: nevoeiro e neblina lideram a taxa de fatalidade, mas chuva e céu claro têm taxas similares. O problema não é a chuva — é o motorista que não reduz a velocidade quando ela aparece.
6. E o modelo concorda
O classificador XGBoost treinado nesses dados, quando explicado via SHAP, aponta os mesmos suspeitos: tipo do acidente (atropelamento e colisão frontal) e fase do dia são as features que mais empurram a previsão pra fatal. Confira no simulador interativo.